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Silvana Torres – 8 de junho de 2018 – 8h00

Os números sobre a violência contra pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais continuam aumentando. Segundo o último relatório do Grupo Gay da Bahia, os homicídios de LGBTQIA+ tiveram um aumento de 30% em 2017 em relação ao ano anterior, passando de 343 para 445. Segundo o levantamento, a cada 19 horas um LGBTQIA+ é assassinado ou se suicida vítima da “LGBTfobia”, o que faz o Brasil ser campeão mundial nesse tipo de crime. Nos acostumamos a ver no noticiário esse tipo de crime, como o assassinato da travesti Dandara dos Santos, em 2017, que gerou medo e revolta dentro dessa comunidade.

Esses casos, porém, fomentam debates em torno da discussão de gêneros e a diversidade sexual, que são de grande importância para a quebra de paradigmas na nossa sociedade. Hoje esse tema está presente em diversos setores e no brand experience não é diferente. O segmento, que tem como objetivo levar experiências diferenciadas às pessoas e transmitir informações de forma criativa, está cada vez mais aberto à diversidade.

Em 2018, o acesso, a comunidade e o propósito passam a ser conceitos muito mais relevantes do que posse, crédito e propaganda. Ainda estamos aprendendo a desconstruir os estereótipos demográficos baseados em idade, classe social e gênero. Por isso, lembre-se: caso queira fazer algo legítimo, não fale da mesma forma com todo mundo. O ideal é ampliar o entendimento acerca de gênero, identidade e orientação sexual.

A realidade é que hoje as pessoas têm investido cada vez mais em experiências, em vez de coisas, com o objetivo de se conectar com propósitos, causas e crenças e não somente com o que consomem. É preciso ter em mente que antes de serem usuários de produtos e/ou serviços ou consumidores de marcas, as pessoas são simplesmente pessoas. E elas querem mais do que se reconhecer. Querem ocupar seus espaços na sociedade e exercer seu direito de falar. E esse é um aprendizado muito valioso para marcas que querem conversar com a comunidade LGBTQA+ ou com qualquer outra comunidade. A nossa sociedade mudou. É hora de acompanharmos essa evolução.

Um bom exemplo disso foi a Casa Ponte, iniciativa da Skyy Vodka, que identificou a necessidade de romper barreiras e conectar pessoas de uma maneira amorosa, generosa e respeitosa, sem preconceitos ou rótulos. Ao abrir espaço para esse tipo de discussão, a marca ampliou diálogos, conceitos e ideias sobre liberdade, gênero e sexualidade, criando uma ponte para a diversidade.

O marketing construindo pontes vai muito além de unir um ponto ao outro. É preciso ter alicerces baseados na verdade dos relacionamentos, na inclusão de diferentes pontos de vista e de saber que não se trata de tomar partido, mas sim de dar voz às causas.

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2018/06/08/diversidade-o-marketing-construindo-pontes.html

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