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Julho, além de frio, marca o período do recesso escolar. Como o clima não convida para uma praia, que tal aproveitar para recarregar as baterias e retomar com força a maratona final em agosto? Aproveitar o período para o ócio criativo e investir no pré-texto também são uma boa pedida para a ocasião.

A essa altura, é bom se perguntar: “como anda meu pré-texto”? Já comentamos aqui que se trata de tudo o que vem antes do texto: é a base dele. Ou melhor, são as ideias enquanto ainda estão na nossa mente. A partir delas inicia-se o processo de criação textual, passa-se ao planejamento e à construção e finaliza-se com a revisão e a reescrita.

Mas, por melhor que sejam as técnicas linguísticas do autor, uma redação só nasce se ele possui algum domínio sobre o assunto e se tem as informações e os argumentos para defender seu ponto de vista. Para isso deve estar informado sobre o que rola no Brasil e no mundo.

Mas o que pode ser assunto para uma redação de vestibular? De um modo geral, os principais exames pedem que os candidatos extraiam o tema de um conjunto de textos em prosa ou poesia que remetem a diversos assuntos do cotidiano. O objetivo é avaliar se o aluno está antenado nos principais acontecimentos da atualidade e se é capaz de relacioná-los aos conhecimentos das diversas disciplinas. A informatividade e a capacidade de argumentação fazem toda a diferença.

O ponto de partida da proposta de redação pode ser ainda a leitura de uma imagem, seja ela uma pintura, uma fotografia ou uma charge. A UFSC, inclusive, tem explorado como temas assuntos relacionados a uma das obras literárias estabelecidas como leitura obrigatória. Na prova do Enem, além de o candidato ter de demonstrar conhecimento sobre o assunto, deve apresentar uma solução para a proposta dissertativa.

Para formar esse acervo de ideias é fundamental acompanhar o noticiário com olhos críticos, informando-se sobre os diversos pontos de vista das questões mais polêmicas da atualidade. Nas horas de folga isso pode ser feito também de uma forma descontraída, como assistindo a bons filmes. Aliás, o cinema é uma excelente fonte para se conhecer um pouco mais sobre História e assuntos que envolvem questões contemporâneas.

Então, o que está esperando? Vá à locadora mais próxima, chame os amigos e aproveite os dias de folga para enriquecer seu acervo de ideias.

Novas tecnologias, comunicação e sociedade

Vivendo em rede no século XXI; redes sociais e as novas tecnologias nas manifestações populares; vigilância digital; marco civil da internet no Brasil; livros virtuais versus livros impressos; novas ferramentas de comunicação

1984 (Inglaterra, 1984), de Michel Radford
A rede social (EUA, 2010), de David Fincher
Matrix (EUA-Austrália, 1999), dos Irmãos Wachowski

Literatura e cinema

Embora não substitua a leitura, pois se tratam de obras distintas, alguns dos livros da relação da UFSC – 2014 – foram adaptados para o cinema.

O que é isso, companheiro? (BRA, 1997), de Bruno Barreto
A Cartomante (Brasil, 2004), de Wagner de Assis e Pablo Uranga. Inspirado no conto de Machado e Assis
Agosto. (Minissérie feita para TV, 1993) de Paulo José, Denise Saraceni e José Henrique Fonseca

Questões ambientais

O desafio de um planeta com sete bilhões de habitantes; esgotamento das reservas hídricas; questão da mobilidade urbana; polêmica sobre o Novo Código Florestal; o uso da energia nuclear em cheque; o desafio da busca pela energia limpa; polêmica sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte no Pará.

A História das Coisas (EUA, 2008), documentário de Annie Leonard
Wall-E (EUA, 2008), animação dirigida por Andrew Stanton
Ilha das Flores (BRA, 1989), documentário de Jorge Furtado
Lixo Extraordinário (Brasil – 2010), de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker
Uma Verdade Inconveniente (EUA – 2006), de Davis Guggenheim
A última Hora (EUA – 2007), de Leila Conners e Nadia Conners

Questões sociais e lutas por direitos

Questões relativas ao mundo do trabalho; polêmica sobre sistema de cotas nas universidades e nos concursos públicos; polêmica sobre a legalização do aborto; luta contra o machismo e a violência contra a mulher; defesa da igualdade de direitos para as relações homoafetivas; investimentos para realização da Copa do Mundo no Brasil versus investimentos sociais; polêmicas sobre descriminalização/legalização da maconha; 30 anos de descoberta do vírus da AIDS.

Clube de Compras Dallas  (EUA – 2013), de Jean-Marc Vallée
Milk – A Voz da Igualdade (EUA – 2008), de Gus Van Sant
Incêndios – (França – Canadá – 2011), de Denis Villeneuve
Biutiful  (Espanha – México – 2011), de Alejandro Gonzales Iñárritu
Segunda-feira ao Sol (Espanha – 2002), de Fernando León de Arano
Trabalho Interno (EUA – 2010), documentário de Charles H. Ferguson
A Corporação. (Canadá – 2003), documentário de Mark Achbar e Jennifer Abbott
Amor Sem Escalas (EUA – 2009), de Jason Reitman

Fonte: X da questão22/07/2014 | 19h20

http://kzuka.clicrbs.com.br/noticia/2014/07/ferias-combinam-com-filmes-4557539.html

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