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Coleção inclui peças únicas no mundo inspiradas nos quadrinhos belgas,
europeus, americanos e japoneses

Agência EFE
 Reprodução Internet
 O MOOF (Museum of Original Figurines), primeiro museu da Europa dedicado aos personagens de história em quadrinhos, abrirá suas portas ao público nesta quinta-feira (29/09) com uma coleção que inclui peças únicas no mundo
inspiradas nos quadrinhos belgas, europeus, americanos
e japoneses
.

Nascido da iniciativa de dois grandes colecionadores belgas, o MOOF quer dar
um novo enfoque aos museus de histórias em quadrinhos permitindo ao visitante “ver os personagens em três dimensões e inclusive tocá-los”, segundo disse nesta quarta-feira o curador do museu, Jean-Pierre Vanhemelryck.

A coleção cobre todas as épocas e estilos, desde publicações do início do
século XX como “Le Journal de Tintin” e “Le Journal de Spirou” até os atuais
“Blacksad”, “Corto Maltese” e “The Spirit”.

Situado no centro de Bruxelas, o MOOF exporá inicialmente cerca de 800 peças
distribuídas em 1,2 mil metros quadrados, mas em seus arquivos já armazena cerca
de três mil obras. Dentre elas se destaca uma estatueta de Milu, o cachorro de
Tintim, mumificado dentro de um sarcófago, uma peça de quase um metro de altura feita à mão e inspirada em “Os Charutos do Faraó”, a única no mundo.

“É nossa Mona Lisa, sem dúvida a peça mais valiosa do museu”, afirmou
Vanhemelryck, que explicou que esta foi fabricada de forma artesanal antes que a Moulinsart, companhia que possui todos os direitos sobre a obra de Hergé,
começasse a produzir estatuetas de Tintim em série.

Outras peças em destaque são as réplicas em tamanho real de Tintim, Capitão
Haddock, Professor Girassol e do próprio Milu com o traje de astronauta; um
Smurf gigante criado para um sorteio do Unicef e bustos em bronze de Asterix e
Obelix, que podem chegar a um valor de US$ 600 mil em leilões.

A maioria das peças expostas foi comprada em leilões, diretamente dos
artesãos ou das companhias fabricantes, explicou Vanhemelryck. Seu valor é
estimado de acordo com o número de peças da série original, e se foram modeladas e pintadas à mão ou produzidas de forma industrial.

Além de estatuetas entre 2 e 248 centímetros, o MOOF expõe algumas pranchas originais, cópias de revistas e primeiras edições, entre outros objetos de colecionador.

O museu oferece um percurso temático distribuído por personagens, autores e
épocas. As maiores salas estão dedicadas a Spirou, Tintim e os Smurfs, enquanto os quadrinhos americanos e o mangá contam com espaços especiais.

Uma sala de projeção permite ver algumas das primeiras adaptações de Tintim e os Smurfs, realizadas pelo estúdio belga “Belvision”.

Assim, o MOOF aspira se transformar em visita obrigatória na Bélgica para os
amantes de quadrinhos, junto do Centro Belga da História em Quadrinhos (CBBD) de Bruxelas e o Museu Hergé, situado em Louvain la Neuve, ao sul da capital.

http://epocanegocios.globo.com/Revista/

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