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De 3 a 6 de setembro, acontecea Prêt-à-Porter Paris verão 2012/13. O evento contará com mais de 500 marcas, de 45 países, divididas em 8 universos. Na ocasião, o programa Talentos do Brasil, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, irá levar à capital francesa 14 grupos participantes do projeto, oriundos de 12 estados brasileiros: AM, BA, MA, MS, MG, PA, PB, PE, PI, RJ, RS e TO. 

Talentos do Brasil objetiva a troca de conhecimentos entre artesãos brasileiros de todas as regiões do país, além de gerar emprego para cerca de duas mil pessoas. Lá, integrará o universo So Ethic (Tão Ético), já que suas matérias-primas incluem materiais como palhas (buriti, tururi, coco e babaçu), cipós, sementes, sisal, sobras de madeira, bagacilho de cana, algodão orgânico, lã de carneiro, crina de cavalo e pedras preciosas. A seguir, conheça quem vai expor:

  

Florestas: Bijuterias inspiradas pela planta aquática vitória-régia, feitas com cocos, sementes de palmeiras, sobras de madeira e até banana e melancia colhidas em abundância na cidade ribeirinha de Manicoré, a 390 km de Manaus.

Cá e Lá: As mãos hábeis das baianas transformam as fibras da Piaçava (palmeira nativa do Sul da Bahia) em bolsas, chapéus, pulseiras, cestos, jogos americanos e tapetes que ganham muitas cores. O trançado, uma herança indígena, se aprimora através de 296 artesãs de 6 associações do litoral e do sertão. 
 
Canções de Bordar: No sertão semi-árido, no município de Santa Rita de Cássia, a 1000 km de Salvador, as tradicionais fitinhas de amarrar no pulso ganharam nova utilização: almofadas, echarpes, cortinas, bolsas e roupas. Elas têm novos dizeres também: letras de cantigas de roda.

Linho dos Lençóis: Nos Lençóis Maranhenses, a palha da Palmeira Buriti é transforamada em fios finos e maleáveis, tingidos com pigmentos de urucum, salsa, cebola e gengibre, que se transformam em colares, bolsas, chapéus, sandálias. Os grupos Linho dos Lençóis e Mãos das Águas (cerca de 250 artesãos nos municípios de Barreirinhas e Tutoia) trabalham com crochê (feito com uma agulha só), com o ponto batido (usado para fazer redes) e com o macramê (técnica à base de nós que constrói um tecido rendado).

 

Mulher Peixe: O que antes era jogado fora durante a piracema, época em que os cardumes sobem em direção às nascentes dos rios, agora é fonte de renda. Curtidas e preparadas com paciência e precisão, as peles do pacu e da tilápia são as matérias-primas mais empregadas. A elas se juntam outros tipos de couro, escamas, palha ou tecido para gerar bolsas, vestidos, colares, pulseiras e brincos.

Linha do Horizonte: Coleção produzida por cerca de 60 artesãs das comunidades de Barrinha e Novorizonte. Se destacam cangas, echarpes e colares. Já o grupo de mulheres da cooperativa Cooperafashion Sertão Brasil, de Salinas, na mesma região, é responsável pela criação de colares, pulseiras, cintos, sandálias, bolsas e chapéus trançados e costurados com ametistas, turmalinas, águas-marinhas e outras pedras. Debaixo de cada pedrinha, o nome dela escrito na sua própria cor.

Palavras Bem Ditas: Do Triângulo Mineiro, de Ituiutaba, Centralina, Limeira d´Oeste e Fronterira, vêm peças feitas de bagacilho da cana-de-açúcar.

Tururi de Muaná: Tururi envolve o cacho de coco da Palmeira Amazônica, conhecida como buçu. Tem a função de proteger os frutos que servem para alimentar animais e seres humanos. Entrelaçar as fibras é um momento importante no processo artesanal. E assim, bolsas, chapéus, sacolas, presépios e bonecas vão sendo criadas em Muaná, uma comunidade na Ilha de Marajó, no Pará.

Dois Pontos: No agreste, entre a zona da mata e o sertão, nos municípios paraibanos de Alagoa Nova, Ingá, Riachão do Bacamarte, Serra Redonda e Juarez Távora, roupas, bonés, bolsas e acessórios são feitos em seda, linho, algodão e crepe, recebendo bordados.

Bordados que Brotam: Em Varjadas e Candiais, município de Passira, a 112 km de Recife, o projeto envolve em torno de 40 artesãs das duas comunidades, que usam suas habilidades em técnicas de bordado em tecido com motivos da paisagem, fauna e flora locais.

Pedra Primeira de Pedro II: Cerca de 500 garimpeiros associados em cooperativas em 10 garimpos autorizados, além de 13 pequenas unidades de joalheiros, lapidários e ourives formam uma cadeia de produção no município de Pedro II, Norte do Piauí. Opala é a matéria-prima principal. Há desde as mais simples, que refletem uma só cor, chamadas leitosas, até as extras, que brilham com as 7 cores do espectro luminoso, ou a rara e valiosa opala negra.

Tranças e Tramas: As peças são urdidas por mulheres de pescadores do município de Quissamã, norte fluminense. No local, 11 artesãs fazem com taboa trabalhos de cestaria: bandejas, caixas, cachepôs, capachos, jogos americanos e chapéus.

Lã Pura: São trabalhos dos municípios de São Borja, São Gabriel, Santana do Livramento e Uruguaiana na fronteira gaúcha com o Uruguai e a Argentina. A lã de ovelhas e carneiros, assim como a crina dos cavalos, é tingida e fiada, virando bolsas, colares e echarpes.

Babaçu Brasil: Do coco e do babaçu vêm roupas, sacolas, luminárias jogos americanos, cestas, pulseiras e colares, feitos nos municípios de Aguiarnópolis, Tocantinópolis, Nazaré, Luzinopólis, São Bento e Araguatins, no Bico do Papagaio, no Estado do Tocantins.

Fotos: Ubirajara Machado – MDA/Divulgação

http://www.usefashion.com/Categorias/Noticias.aspx?IDNoticia=99166

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