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Por Carla Gullo
Editora Globo

 

Londres borbulhava nos anos 60. A estilista Mary Quant inovou a moda ao criar a minissaia e também adotou novos padrões de beleza, com cabelos curtos e diferentes. Twigg seguiu seu rastro e o visual andrógino foi imitado pelo mundo todo. Por trás desses looks revolucionários estava o cabeleireiro inglêsVidal Sassoon, o primeiro a se tornar queridinho das estrelas e também a colocar o próprio nome em xampus e cremes para cabelo.

Construiu um império e foi a inspiração para o que é ser um hairstylist hoje. Aos 83 anos ele está longe dos salões, mas ainda trabalha. Ajuda na construção de casas para vítimas do furacão Katrina e também tem atuado na divulgação do documentário sobre sua vida Vidal Sassoon: The Movie – How one man changed the world with a pair of scissors (Vidal Sasson: O filme – Como um homem mundou o mundo com uma tesoura). O filme estreou no final de maio em Londres e em Nova York e mostra a trajetória do cabeleireiro, que nem sempre teve uma vida fácil.

Mais velho dos dois irmãos de uma família judia, o pai abandonou a mãe quando ele ainda tinha três anos. Sem condições de criá-los, ela deixou-os em um orfanato por sete anos. Na adolescência, Sassoon foi trabalhar com o famoso cabeleireiro inglês Raymond Bessone e em 1954 emprestou dinheiro para abrir seu primeiro salão, na Bond Street. Aos poucos, seu estilo diferente, que valorizava ângulos e formas, inspirado na arquitetura Bauhaus, foi ficando famoso. Mary Quant sentou em sua cadeira e pediu para ele cortar do jeito que quisesse. Nunca mais o abandonou.

  Getty Images

Vidal Sassoon, em 1985 (esq.) e em 1968 com Mia Farrow

No final dos anos 60 ele mudou-se para Nova York com a família – a mulher, a atriz Beverly Sassoon e três filhos – e lá tornou-se cabeleireiro de Mia Farrow – é dele o design daquele cabelo curtíssimo que Mia exibia -, Cary Grant, Rita Hayworth e muitos outros. “Quero que as novas gerações vejam o filme e percebam que comecei do nada e mesmo assim muitas coisas aconteceram para mim. Todos podem fazer o que desejarem. Basta trabalhar”.

Revista Marie Claire

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